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FASCEÍTE PLANTAR - CRISTIANE LEÃO

  • 9 de set. de 2015
  • 3 min de leitura

A fascite plantar é uma síndrome dolorosa muito frequente. Constitui um problema ortopédico bastante comum e afeta principalmente homens entre 40 e 70 anos. Acomete também atletas, especialmente corredores.


A causa exata dessa síndrome é desconhecida. Entretanto, vários fatores podem estar envolvidos: evento traumático que envolva forças de tração ou cisalhamento, avulsão da fáscia, fratura de estresse do calcâneo, neuropatia compressiva dos nervos plantares, esporão plantar do calcâneo e atrofia senil do coxim gorduroso plantar.


Estima-se que uma de cada 10 pessoas experimentem dor na região sob o calcanhar ao longo da vida. A fáscia plantar apresenta pouca elasticidade. Durante a fase de apoio da marcha ocorre compressão na planta do pé e uma força de tração é gerada ao longo da fáscia. Durante o caminhar, a cada passo, a fáscia é submetida a repetitivas forças de tração. Esses microtraumas repetitivos podem resultar em inflamação e dor crônica.


O esporão do calcâneo foi inicialmente associado como causa da dor subcalcânea. Ele está presente em aproximadamente 50% dos pacientes com esta síndrome dolorosa; porém não é considerado como agente causador da síndrome.


Acredita- que a causa da dor no calcanhar esteja associada com o coxim gorduroso do calcanhar, uma importante estrutura responsável pela absorção do choque durante o apoio do calcanhar no solo. Com o envelhecimento, alterações degenerativas associadas à redução gradual de colágeno e de líquido provocam a redução na elasticidade deste coxim. Com a perda do colágeno, do tecido elástico e de água, o que provoca diminuição na sua espessura e altura, há a diminuição da sua capacidade de absorver impacto.


Vários estudos associam o peso corpóreo como causa da dor subcalcânea


O paciente normalmente se queixa de dor, de início insidiosa, na face interna do calcanhar. A dor é pior logo de manhã, ao apoiar o pé no solo pela primeira vez, e torna-se menos intensa após iniciar os primeiros passos. No fim do dia a dor torna-se mais intensa e é aliviada pelo repouso do pé. Quando a dor torna-se mais intensa, o paciente não é capaz de apoiar o pé no chão. Os sintomas podem persistir durante poucas semanas ou mesmo até alguns anos.



O tratamento conservador deve ser direcionado para reduzir o processo inflamatório. Estudos recentes reforçam que a primeira linha do tratamento conservador deve incluir um programa domiciliar com exercícios para alongamento da fáscia plantar. Palmilhas confeccionadas sob medida, com desenho capaz de acomodar e dar suporte ao arco longitudinal medial do pé, além de acolchoar a região do calcanhar para reduzir a pressão do apoio, são extremamente indicadas. Tais palmilhas devem ser confeccionadas com material macio. Recomenda-se que a palmilha seja usada diariamente durante vários meses. Pode ser acomodada dentro do calçado e dos tênis do paciente. Os resultados na maior parte dos casos é muito bom.


A diminuição no nível de atividade física é importante durante todo o período de tratamento. Como terapêutica coadjuvante pode-se também prescrever fisioterapia.


Alguns pacientes podem se beneficiar com o uso de órtese noturna. O princípio dessa modalidade de tratamento é manter a fáscia plantar alongada durante todo o período de repouso noturno, uma vez que o tornozelo é posicionado em 90o. enquanto o [if gte vml 1]><v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" o:spt="75" o:preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"> <v:stroke joinstyle="miter"></v:stroke> <v:formulas> <v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"></v:f> <v:f eqn="sum @0 1 0"></v:f> <v:f eqn="sum 0 0 @1"></v:f> <v:f eqn="prod @2 1 2"></v:f> <v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"></v:f> <v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"></v:f> <v:f eqn="sum @0 0 1"></v:f> <v:f eqn="prod @6 1 2"></v:f> <v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"></v:f> <v:f eqn="sum @8 21600 0"></v:f> <v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"></v:f> <v:f eqn="sum @10 21600 0"></v:f> </v:formulas> <v:path o:extrusionok="f" gradientshapeok="t" o:connecttype="rect"></v:path> <o:lock v:ext="edit" aspectratio="t"></o:lock> </v:shapetype><v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t75" style='position:absolute; margin-left:167.55pt;margin-top:24.35pt;width:343.9pt;height:468pt;z-index:251657216; mso-wrap-distance-left:12pt;mso-wrap-distance-top:12pt; mso-wrap-distance-right:12pt;mso-wrap-distance-bottom:12pt; mso-position-horizontal-relative:margin;mso-position-vertical-relative:line' strokeweight="1pt"> <v:fill o:detectmouseclick="t"></v:fill> <v:stroke miterlimit="0"></v:stroke> <v:imagedata src="file:///C:\Users\fgcosta\AppData\OICE_15_974FA576_32C1D314_29CB\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg" o:title="pasted-image"></v:imagedata> <v:path arrowok="t"></v:path> <w:wrap type="square" anchorx="margin" anchory="line"></w:wrap> </v:shape><![endif][if !vml][endif]paciente dorme.


 
 
 

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