ESPECIAL SÃO SILVESTRE - CÍNTIA DUARTE
- 1 de jan. de 2016
- 2 min de leitura
Foi uma experiência inesquecível participar da São Silvestre, essa prova clássica que via sempre na televisão a cada final de ano. Na noite anterior a ansiedade me consumia, seriam meus primeiros 15km em uma prova. Acordei a noite toda só pensando na corrida, sensação de alegria e euforia.
A fila enorme formada na retirada do kit no dia 30 já era uma pequena amostra da dimensão do evento, assustava um pouco pelo número de pessoas, mas foi tudo bem organizado, os atendentes foram muito eficientes no atendimento. Com o kit em mãos, agora sim eu acreditava que iria mesmo correr a São Silvestre.

A caminho da prova, no dia 31, já dava para sentir a emoção. Participantes fantasiados, animados, simpáticos. Sensação completamente diferente do que qualquer outra prova que havia participado. A ansiedade me consumia. Minutos antes da largada, a música do filme Carruagens de Fogo tocava, não consegui segurar a emoção e as lágrimas caíram, estava muito feliz, eram muitas, muitas pessoas.
É uma prova para desopilar, divertir-se, sem pensar no tempo, para nós que não somos da elite, é claro. Devagar deu-se a largada, muitos expectadores mandando boas vibrações, acompanhando, torcendo. Estava na equipe dos Smurffs, que alegravam mais ainda por onde passavam. Quando descíamos algumas ladeiras do percurso, via a quantidade de pessoas colorindo as ruas de São Paulo, agradecia a Deus pelo momento tão especial que estava vivendo, fiz uma pequena retrospectiva do que vivi em 2015.
Rimos muito quando passamos por um corredor fantasiado de Frozen. Passamos pela Pocahontas, por algumas fadas e palmas surgiram quanto viu-se um corredor com uma maquete na cabeça lembrando do desastre ambiental ocorrido em Mariana/MG.

Seguimos pelas ruas de São Paulo, e do início ao fim a multidão gritava pela Brigadeiro, o percurso mais pesado da prova. Pensava se iria conseguir terminar, mas estava confiante apreciando cada Km percorrido. Enfim, chegando na famosa Brigadeiro, não achei tão assustador assim, é uma inclinação contínua, mas dá para passar por ele sem grandes problemas, acho importante ter atenção porque realmente são muitas pessoas, ter cuidado, aproveitar a prova e ser feliz! Logo já entramos na Av. Paulista novamente,aproveitei para levantar a bandeira do Rio Grande do Sul que trazia comigo, porque "semo bem loco, loco de bueno" (César Oliveira e Rogério Melo) e aí foi só comemorar com suor e emoção essa meta alcançada de correr os primeiros 15km da minha vida.
Ouvia muitos comentários sobre a São Silvestre, opiniões das mais diversas, mas descobri que é preciso ir lá e formarmos a nossa própria opinião. Sentir o que é cada Km percorrido, deixar o coração leve e o sorriso no rosto. Eu adorei, fiz muitos amigos, festejei. Muito obrigada São Paulo!
























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