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ESPECIAL TTT 2016 - STÉPHANIE PERRONE

  • 9 de fev. de 2016
  • 2 min de leitura

A Travessia Torres Tramandaí nunca é uma prova fácil. Essa foi minha sexta participação e cada ano reserva uma surpresa, seja pelas condições do clima, condições do terreno ou por tudo que pode acontecer no decorrer do percurso de 81km... É uma competição que exige preparação física e psicológica específica e que inicia muito antes do dia em si.


Por isso, começo esse relato agradecendo. Ao Nícolas, minha dupla, pela parceria até o fim e por ter "abraçado" Kms a mais do que o planejado. Ao Jonatan - quiropraxista, motorista, navegador, motivador - que fez tudo que pode para aliviar minha quebradeira. À família Raabe Soares pelo suporte, staff e torcida. A todos da Equipe Remião Treinamento Físico, principalmente os coachs Remião e Maurício, e todos os amigos e amigas que gritaram por mim, me deram apoio e incentivo para não desistir.


Agora, sim, vamos à TTT 2016. Iniciamos os treinos final de novembro com aumento gradual do volume. Passei bem pelos intermináveis longões, rodagens, treinos de lomba e tiros na pista. Mas faltando uma semana para a prova, num dos últimos treinos fortes, senti o músculo da coxa direita. A partir daí veio uma semana tensa, de repouso e tratamento intensivo para recuperar.


Chegou o sábado e a dor tinha sumido. Mas ficou o receio de sentir algo. Larguei para o meu primeiro trecho, 10km, e até o quilômetro nove tudo tranquilo, pace dentro do esperado, passadas firmes, mas um pedaço com areia mais fofa fez eu sentir uma fisgada na coxa que vinha “dando problema”. Passei o chip e até o meu próximo trecho fizemos o possível para aliviar o desconforto.


Pela estratégia inicial de prova, eu dobraria os trechos 4 e 5, totalizando 21km diretos. Mas já no recomeçar a correr a dor foi se tornando insuportável. Diminui a passada, o ritmo, caminhei um pouco e nada de melhorar. Cheguei no posto de troca com muita dor no quadril direito por correr compensando para o lado. Rapidamente tivemos que tomar a decisão de alterar a rota da dupla. Entreguei o chip e mais uma vez, junto com nosso apoio, tentamos diminuir o desconforto.


Decidimos que eu faria mais o trecho 6, de 6km, no esquema de corre-caminha e minha dupla assumiria os últimos 16km que faltavam para finalizar a prova, não importando o tempo que levássemos. Mas próximo do penúltimo posto de troca, nosso apoio da bike avisou que o Nico não teria como continuar até o fim, o calor e o cansaço pesaram. Como desistir não faz parte do meu vocabulário, assumi o último percurso de 8km e tirando forças de onde podia fui no meu trotezinho até o fim. E assim cruzamos a linha de chegada, com um misto de dor e felicidade.



Na raça e na força psicológica. Enfim… o desafio foi completado, não da forma como esperava ou como tinha planejado e treinado para tal, mas ficaram muitos aprendizados que levarei para as provas futuras… do significado de trabalho em equipe, de união, amizade, de persistência e, principalmente, de que a TTT é uma prova que exige, acima de tudo, respeito.




ASSISTA A REPORTAGEM SOBRE A TTT 2016



 
 
 

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